Política Internacional

O povo venezuelano e a dura rotina sob um governo que falhou

Nas ruas da Venezuela, a vida segue em ritmo de sobrevivência. O povo acorda cedo, trabalha como pode e improvisa soluções para problemas que se acumulam há anos. A crise deixou marcas profundas no cotidiano: alimentos caros, serviços públicos instáveis e um futuro que parece sempre adiado.

Para quem vive longe dos centros de poder, pouco importa o discurso político. O que pesa é a dificuldade de manter a casa, cuidar dos filhos e garantir o básico. A sensação predominante é de abandono por parte de um Estado que prometeu proteção, mas entregou incerteza.

Ainda assim, o venezuelano resiste. Com solidariedade entre vizinhos, criatividade e fé, tenta manter a dignidade. A esperança não morreu — ela apenas aprendeu a caminhar devagar.

Viver na Venezuela hoje exige coragem. Cada família carrega uma história de adaptação, perdas e escolhas difíceis. Ainda assim, há algo que não se perdeu: o senso de comunidade e a vontade de seguir em frente.

O povo aprendeu a viver com pouco, a dividir o que tem e a confiar mais uns nos outros do que no poder público. A frustração com a condução do país é evidente, mas não se traduz apenas em revolta — ela se mistura com esperança cautelosa.

O que os venezuelanos desejam é simples e antigo: trabalho honesto, comida acessível, liberdade e paz. Não pedem milagres. Pedem apenas um futuro possível.

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